Theresa da Costa em: “Apenas” 26 anos com a Bete

Theresa da Costa em: “Apenas” 26 anos com a Bete


Fui diagnosticada aos 14 anos, e, minha primeira impressão foi de que seria muito difícil conviver com isso. Restrições alimentares, horários a serem cumpridos, etc..

Naquela época, quase não havia nada diet, os testes de glicemia eram feitos com comprimidos ( clinitest- sim, #souvelha) na urina, através de uma reação química, ou seja, muito ruim, muito difícil. Enfim, hoje em dia é tudo muito mais fácil e melhor.

Aos poucos eu fui me acostumando, tomando consciência da necessidade de fazer tudo certinho, de se cuidar. Tive ao meu lado uma família incrível, uma mãe que me deu sempre suporte, sem exageros, não era tratada como ” doente”, nem me sentia diferente das demais pessoas.

Posso dizer com orgulho que minha maior arma foi o conhecimento, passei a ler sobre o assunto, estudar mesmo.

Sempre gostei da área médica, e sabia também que quanto mais eu conhecesse sobre diabetes, mais fácil seria lidar com ela; Continuei dançando ballet ( sou bailarina clássica – aposentada no momento rsrsrrs ), me formei Fisioterapeuta, sou atriz e cantora também .

Minha vida é ativa, minha rotina semanal cheia de compromissos e a diabetes nunca me limitou em nada. Muito pelo contrário ! Acho que minha saúde é boa, devido a diabetes. Aprendi muito sobre mim mesma, me conheço e cada vez mais procuro entender e ficar atenta aos sinais que meu corpo dá. Hipoglicemias constantes podem te deixar sem sintomas, mas, graças a Deus, os meus ainda existem, mesmo em tamanho reduzido.

Nesse tempo todo, nunca precisei me internar por descompensações. Apenas uma virose braba que me desidratou e, aí, não teve jeito. Já viajei para o exterior sozinha, e correu tudo bem ! Dá uma certa insegurança, mas ok. Faz parte.

Não sei se sou boa para dar conselhos, mas acho que manter o bom humor, se informar sempre sobre tudo, e seguir em frente. Nós somos muito mais que um pancreas deficiente. Alias, se existe uma coisa que sempre me irritou foi o termo ( que para mim é pejorativo) “diabético”, como se isso definisse você. Claro que não ! Eu sou mulher, filha, amante, terapeuta, irmã, atriz, cantora, amiga etc… e por acaso, vim com esse pequeno defeito, mas ok, nada que a gente não possa cuidar rsrrsrsrsrssrs. Espero que esse pequeno depoimento ajude quem está se iniciando nessa jornada !

Confesso que já tive meus momentos de fraqueza, tristeza, claro, sou humana, mas nunca vejam isso como um limite. Existem coisas muito mais sérias na vida ! Muito mais tristes. Temos sim, que nos cuidar, nos conhecer, nos alimentar bem, e apenas viver, e ser feliz !!

Beijos no coração, Theresa da Costa

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