A cura pode estar longe, mas a ciência não desiste

A cura pode estar longe, mas a ciência não desiste


Este texto é um minúsculo resumo de diversos artigos e aulas de biologia molecular, e muitas discussões com os professores, tentei deixar menos técnico e mais “entendível” ;p

Sei que o maior desejo dos diabéticos (principalmente os do tipo 1) é que “encontre” a cura, mas infelizmente não é tão simples como encontrar algo no nosso dia a dia.

“Mas poxa é só fazer o pâncreas voltar a produzir insulina!” aí q está o problema, o corpo humano é extremamente complexo, e estudando biotecnologia tem hora que penso “como consegue ser tão perfeito?” mas não é perfeito, e aí surgem os erros.

Para a insulina ser produzida uma mensagem deve ser enviada do cérebro para o pâncreas, o pâncreas reconhecer e então as celular começarem a produzir o hormônio insulina. Falando assim o processo é simples, mas quando analisado a nível científico surgem os problemas.

O primeiro erro pode acontecer já no cérebro, em não conseguir enviar o sinal corretamente, ou no pâncreas em não reconhece-lo. Pode acontecer do gene ser silenciado, “como assim?” todo gene possui um “promotor” uma região que inicia a sua leitura, as vezes esse promotor não é reconhecido, ou a algum inibidor (ou silenciador) ligado à ele, ou então o DNA se dobrou e impede a chegada até essa região, imagine um rolo de barbante, nosso DNA é parecido com isso, e se ele está todo enrolado não é possível chegar ao meio, o que seria no momento o nosso gene. Outro fator pode acontecer na hora em transformar o RNA (uma cópia do DNA que a célula usa para produzir algo), esse RNA sofre splicing, (“o que é isso?!?” é como se fosse um corte e emenda do RNA tirando algumas partes deles), um erro nesse processo acarreta na falta de informações para a célula produzir a tão amada insulina.

Estes são os erros mais básicos que podem ocorrer sem falar de outros (inclusive que nem estudei ainda), mas em cada pessoa pode ter acontecido um erro diferente, as vezes o meu DNA está dobrado, o seu o RNA não foi “cortado” corretamente…

Embora isso pareça desanimador, na verdade são grandes passos, porque para corrigir algo temos que primeiro saber onde está erro, portanto não desanime, pois estes estudos são relativamente recentes e  já estão dando passos gigantescos.

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