A pior hipoglicemia

A pior hipoglicemia


A pior hipoglicemia

“Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração”  (Roda Viva – Chico Buarque)

E nessa roda gigante dessa vida com o diabetes, um dos grandes elementos, sem sombras de dúvidas, são os episódios de hipoglicemia.

Algo involuntário, até mesmo para o mais zeloso e cuidadoso dos diabéticos. Uma atividade cotidiana para nós, pode se tornar numa verdadeira tormenta.

Almocei, glicemia sob controle, um descanso pós refeição e parti para uma simples atividade: Trocar o pneu do carro.

Estimava que essa ação fosse realizada em um curto tempo, mas acabou se prolongando.

Nesse meio tempo contei com a ajuda de dois queridos amigos e vizinhos.

Bem, de modo silencioso, ela apareceu. Confesso com bastante estranheza o episódio. Cabeça girando, fraqueza brusca e só lembro de pedir: “Açúcar!”.

Questões de segundos o meu pedido foi atendido, já no chão sem forças, uma colherada e lá eu estava de volta e como se nada tivesse ocorrido.

Retornei ao que havia proposto desde o início, porém mais alguns minutos e tudo se repetia. Ah não é possível!

Pois é, estava ali repetindo a cena. No chão, açúcar de novo e tentando me recuperar.

Perto de completar 2 anos de diagnóstico do diabetes, afirmo que foi a pior crise de hipoglicemia da minha vida. Na verdade, a pior dose dupla!

Sabemos bem como ficamos após um grande susto desse. Demorou algum tempo para me recuperar, mas cá estou de volta.

Para os críticos de plantão, nesse momento pensei no açúcar sim. Não havia tempo, condições e minhas mãos estavam sujas para qualquer tipo de medição da glicemia. E sim, depois corrigi a hiper que tive por conta do açúcar.

Como sempre falo pra vocês, não desejo e nem quero ser exemplo. Aliás, compartilho aqui as experiências e lições que essa vida ao lado do diabetes me apresenta diariamente.

A única coisa que posso com toda certeza indicar é que ande sempre, eu disse SEMPRE com você com algo que possa rapidamente solucionar sua “hipo”. Carro, bolso, mochila e qualquer outro local que fique próximo e de fácil acesso para qualquer pessoa lhe socorrer.

Deixo aqui o meu muito obrigado ao João e Alex, que ali felizmente me socorreram.

*Pneu trocado e a roda da vida girou mais uma vez, registrando mais um quilômetro entre Eu e a Bete.

E você lembra como foi a sua pior hipoglicemia?

4 Comentários

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  1. 1
    Renata

    Renata, Baiana radicada em Manaus, Diabética ha 2 anos, apaixonada por doce (podem me brigar! rs). A pior hipoglicemia da minha vida foi quando tinha 2 meses diagnosticada. Em um evento da empresa que trabalhava, jantei e tomei a insulina corretiva, como de costume. Junto com os colegas de trabalho, fui tomar uma cervejinha. Pensei, ahhh cerveja é pão líquido, pão = carboidrato = glicemia. Ledo engano… menos de duas horas depois estava eu com a sensação de morte, sem conseguir enxergar nada. A parte boa dessa história é que o amigo que me socorreu na época, é o meu marido hoje! rsrs E tudo começou com a hipoglicemia! rs

  2. 2
    Teresa Cristina

    Pois é estou sempre tendo hipo, principalmente de madrugada mas a pior que tive foi no dia 27 de maio deste ano não me esqueço nunca mais, Estava eu fazendo almoço , acabei fui deitar um pouco no sofa p esperar a minha filha p almoçarmos, quando derrepente peguei no sono, pronto.. dali não mais levante e estava sozinha.Sentia que algo estranho estava acontecendo mas não conseguia me levantar, p fazer nada não tinha forças na perna e nem aguentava gritar e nem falar , foi que graças ao meu bom Deus, que esta sempre me protejendo, fez com que o meu celular tocasse e sorte o celular estava do meu lado, era o meu marido quando peguei no celular , ele viu que não conseguia falar estava com a voz toda enrolada, ligou rapido p casa da minha cunhada e pediu p que viesse aqui pois eu estava passando mal. Ela veio bem rapido eu escutava ela chamar mas não conseguia levantar p abrir o portão ela desesperada sem saber o que fazer . foi quando meu Deus de novo agiu por mim mandou passar na hora um enfermeiro na minha vila ela pediu ajuda o rapaz pulou o muro, não sei como o cachorro não fez nada com ele, allias foi meu bom Derus de novo agindo, e me socorreu, mas eu não conseguia engolir nada. niso meu esposo ja estava vindo p casa, o rapaz não sabia mas o que fazer e chamou a sandu, mas graças a Deus o meu esposo chegou mas rapido e me levou direto p o hospital, e la chegando ele explicou que eu era diabetica mas não conseguia engolir nada ele me dava açucar agua c açucar e nada, eles foram medir o aparelho nem media recusava de tão baixa. me deram uma injeção de glicose e aos poucos fui tomando tomei 3 injeções e demorou a voltar ,mas graças a Deus aqui estou eu relatando esta historia p vcs.

  3. 3
    Cecília

    Chegando na faculdade, prova no primeiro horário. Senti que estava começando a passar mal, passei no baleiro que estava na porta da faculdade e pedi balas de goma. Fui abrindo enquanto chegava na sala. Quando entrei a prova estava começando e o professor foi logo colocando a prova na minha frente. Ele ficou espantado pois falei que fazia a prova depois que melhorasse e fui colocando as balas na boca e mastigando. Tremia muito e suava frio. Só aí ele percebeu o que estava acontecendo, mandou buscar água e ficou aguardando. Quando melhorei pedi para fazer a prova e ele custou a acreditar que estava falando sério e poderia fazer a prova.

  4. 4
    paulo viana

    É Pablo, não é fácil com certeza! Aqui no meu caso a diabetes é com meu filho de 2 anos, e nossas preocupações são redobradas em todos os sentidos, praticamente mudei minha vida/rotina por conta da diabetes, assim como vc trabalho na área de tecnologia, e dentro da minha rotina diária hj tiro algumas horas por dia em busca de informações sobre a diabetes, mas vamos andando, o importante é que o aprendizado do dia a dia nos mostra que é totalmente possível ter uma vida normal desde que se tenha responsabilidade nas decisões, parabéns pelo blog!

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