Adolescentes e Diabetes

Adolescentes e Diabetes


Você sabia que a Diabetes é a 2ª doença crônica mais comum na infância e adolescência? E que a incidência é maior entre 10 e 14 anos?

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A adolescência é marcada pela modificação dos aspectos físicos, biológicos e emocionais. E quem passou por essa fase, sabe como é difícil entender as transformações decorrentes desse processo. Mas não vou priorizar essas questões, deixaremos isso para um outro momento. Hoje escolhi abordar sobre o adolescente com Diabetes. Sabemos que é uma doença crônica, e que o acompanhamento é contínuo, exige rotinas terapêuticas, esquema insulínico e plano alimentar. Na adolescência fica em evidência a dificuldade de seguir essa organização, pois além das modificações citadas anteriormente, ocorre um período de revisão de valores e instauração da identidade. Conflitos são intensificados e a doença passa a ser repressora.

A aceitação também é dificultada nesta fase. Ao receber o diagnóstico de Diabetes, o adolescente vivencia uma sensação de confusão emocional e insegurança com o desconhecido, sentimento de tristeza, revolta e medo. O sofrimento é real.

Viver com a Diabetes inicialmente, é marcado pela consciência corporal, onde o corpo que ele pensa não ser mais o mesmo se torna presente; pelas limitações, o que não se pode mais realizar; medo do preconceito; afastamento do convívio social, amigos e escola e, ao se perceberem diferentes por necessitarem de cuidados específicos.

É importante, que um trabalho de autoconhecimento, autoestima e estímulo sejam realizados. Familiares, amigos e equipe que participam da vida deste adolescente tem um papel fundamental para a promoção desta percepção. “Olhar com outros olhos”.

Logo, promover atitudes que não se tinha anteriormente, adquirir o conhecimento da doença e de si mesmo, perceber as características pessoais que se mantém, e a possibilidade de conviver melhor com a doença, entender as limitações e perceber as superações, são aspectos que permitem o entendimento de que ter Diabetes não o torna diferente das outras pessoas, pois não muda seu jeito de ser e as possibilidades de felicidade, sonhar e viver como as outras pessoas.

Em alguns estudos, é incluída a família como primordial na adaptação ao adolescente diabético.

A convivência social é fundamental na adolescência, e neste caso ainda mais importante, por encontrarem identificação em grupos fora da família, trocar experiência com pessoas da mesma idade e que apresentam a mesma doença e dificuldades semelhantes, e auxiliam a mudança de comportamento e de percepção da doença pelo adolescente.

 

Referência:

ALENCAR, Delmo de Carvalho et al . Sentimentos de adolescentes com Diabetes Mellitus frente ao processo de viver com a doença. Rev. bras. enferm.,  Brasília ,  v. 66, n. 4, p. 479-484, Aug.  2013 .   Available from < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672013000400003&lng=en&nrm=iso>. Acesso 17 set.  2015.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672013000400003.

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