Afinal, por que alimentar-se bem?

Afinal, por que alimentar-se bem?


Esta é uma pergunta muito questionada pelos pacientes nos consultórios e, se não me engano, a maioria das pessoas respondem que alimentar-se bem está relacionado à estética e ao peso ideal, deixando de lado os quesitos mais importantes: saúde e qualidade de vida. Bom, errado não está, mas a verdade é que existem diversos fatores que devem ser lembrados quando pensamos em qual o porquê de se ter uma alimentação saudável.

Atualmente, com a vida agitada que todos nós levamos muitos não se preocupam com a alimentação. Apenas lembram-se do assunto quando surge alguma doença e a pessoa se vê obrigada a se alimentar de uma forma mais saudável. Mas isso está errado não está?

A alimentação balanceada deve ser realizada por todos independente da idade, da classe social, do sexo e da presença ou ausência de doenças.

Um indivíduo bem nutrido apresenta alguns fatores como:

– Aspecto saudável: pele, dentes, cabelos e unhas;

– Disposição física, mental e bom humor;

– Menor propensão de adoecer;

– Menor risco de desenvolver doenças relacionadas à má alimentação;

– Bom controle de doenças já instaladas e prevenção de complicações;

Alimentar-se bem significa escolher alimentos saudáveis e nutritivos que desempenharam diferentes funções no nosso organismo como, por exemplo,  cumprir a ingestão adequada de nutrientes, mantendo um estado de saúde tanto no presente, quanto no futuro.

Defini-se uma alimentação adequada como um processo de educação nutricional contínuo, baseado em práticas alimentares saudáveis, seguindo a pirâmide alimentar como guia básico de ensino, independente, do diagnóstico ou não de patologias.

Uma observação: Nos ainda iremos conhecer passo a passo a pirâmide alimentar brasileira, mas para exemplificar melhor alguns cuidados que devemos ter com a nossa alimentação, citarei itens indispensáveis na nossa rotina alimentar:

– Os carboidratos (pães, massas, arroz, farinhas, raízes e tubérculos) são a base da pirâmide e representam os alimentos fonte de energia. São, portanto, indispensáveis para o funcionamento do nosso organismo;

– É recomendado alimentar-se de 3 em 3 horas, evitando longos períodos em jejum, ou seja, deve-se realizar em torno de 6 refeições por dia;

– Beber, no mínimo, 2 litros de água por dia também é uma prática saudável;

– Comer 3 porções de frutas e 2 porções de hortaliças por dia, atinge a recomendação de 5 porções ao dia destes grupos, que representam os alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras;

– Leite e derivados, quando necessários desnatados, têm a recomendação diária de 2 porções para adultos e 3 porções para crianças.

– Para atingir a ingestão recomendada de fibras, além das 5 porções dia de frutas e hortaliças, deve-se optar por carboidratos integrais.

– O consumo de sal e açúcar, se não evitado, deve ser moderado e não diário, lembrando que estas substâncias já estão presentes em diversos produtos industrializados que consumimos ao longo do dia;

– As carnes, fontes de proteínas, devem ser  variada, como boi, frango, peixe, favorecendo os cortes magros e as preparações assadas e grelhadas.

Mas onde está a relação da alimentação com a doença?

Cada vez mais, estudos têm mostrado a relação entre a doença e a alimentação. Já sabemos a má nutrição afeta o corpo humano e aumenta a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, que englobam desde a osteoporose, a obesidade, o diabetes, a hipertensão arterial, o câncer, até acidentes cerebrovasculares e as doenças coronarianas, que lideram as causas de óbito na vida adulta e no mundo.

Abusar de alimentos com baixo valor nutritivo e alto valor calórico como as comidas ricas gorduras e açúcares, juntamente com a inatividade física e outros maus hábitos de vida tem reflexos não somente hoje como também no resto da vida de um indivíduo. Estes fatores estão associados ao desenvolvimento da maioria de doenças já citadas anteriormente, além do fato de favorecem as complicações e prejudicar a qualidade de vidas de pessoas já diagnosticadas com algumas delas.

 

Agora te pergunto: Por que alimentar-se bem?

Para viver mais e melhor!

 

 

Camila Cialdini Faria

Nutricionista Clínica & Educadora em Diabetes

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