Até quando?

Até quando?


Até quando?

Eu sinceramente gostaria de saber qual será o último dia neste país onde a vida será tratada como opção.

Hoje, fui visitar um grande amigo que se acidentou e necessitou infelizmente utilizar um hospital público aqui no Rio de Janeiro.

Hospital esse, Rocha Faria, que acaba de ser municipalizado, por conta da incompetência da administração realizada anteriormente pelo Estado.

Chego lá e me deparo com uma verdadeira cena de guerra civil. Pessoas espalhadas pelos corredores por falta de vagas, emergência lotada e uma série de outros fatores que você sai de lá com vergonha em ter nascido neste lugar.

Me chama atenção muitas coisas. Desde funcionários como médicos, maqueiros e enfermeiros, na melhor boa vontade possível, mesmo em face da escassez de recursos, até profissionais que tratam o acamado e as pessoas ao redor como lixos, pra piorar toda essa situação.

Bem, você chega e acaba se tornando um prestador de serviços. Um verdadeiro assistencialista.

As poucas horas que fiquei por lá, conheci histórias tristes, pessoas pedindo ajuda e até auxiliei a quem precisa apenas de um copo com água, porém está sozinho, sem ninguém para atender ao seu pedido e muito menos com condições de se levantar.

Pablo você está distante da realidade, vai me dizer que não sabia disso e está alarmando tais fatos como um bicho de sete cabeças?  Não!

Estou ali falando de pessoas, que pagam impostos, votam e precisam de no mínimo DIGNIDADE!

Afinal, mesmo graças a Deus tendo plano de saúde, se eu me acidentar na rua, o primeiro local que sou levado é um hospital como esse.

Seria egoísta da minha parte não falar sobre isso ou ignorar o que presenciei, mas não, me vi ali, debilitado, pedindo atenção, clamando por socorro.

Meu amigo, felizmente conseguiu ser atendido, mas acompanhei a desordem ao visita-lo. Ver por um instante a notícia que seria transferido para enfermaria e sairia da emergência. Nesse meio tempo, ficar no corredor e depois retornar mais uma vez pra onde estava. Pois foi visto, que na enfermaria na verdade não haviam mais vagas.

E então até quando isso? Sendo Estado, município ou qualquer outra coisa, pouco importa. Só vejo que cada segundo quando falamos de uma vida é valioso demais.

Está impossível ter orgulho de ser brasileiro.

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