Cetoacidose diabética: O que você precisa saber sobre

Cetoacidose diabética: O que você precisa saber sobre


A cetoacidose diabética ocorre de modoe mais comum em pacientes com diabetes tipo 1, mas também acontece em pacientes com diabetes tipo 2. É uma emergência médica e acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente encontram-se muito altos e estão acompanhados do aumento da quantidade de cetonas no sangue também.

Cetonas

O primeiro passo para que uma pessoa com diabetes entre em cetoacidose é a falta de insulina em seu organismo. A insulina é responsável por fazer com que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células do nosso corpo e gere energia.

Quando há falta de insulina, duas situações simultâneas ocorrem: o nível de açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia. Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas.

As cetonas são substâncias ácidas que vão desequilibrar o Ph do sangue, ou seja, vão causar um desequilíbrio na composição sanguínea, que se não for tratado pode levar até ao coma e à morte.

Como os pacientes diabéticos tipo 1 não produzem insulina, a cetoacidose é uma complicação mais comum nestes pacientes. Mas nos pacientes com diabetes tipo 2 ela também pode ser vista, principalmente durante uma infecção ou quando os pacientes não aplicam corretamente as doses de insulina, infelizmente.

Sintomas:

  • Excesso de urina;
  • Sede excessiva;
  • Fraqueza;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Taquicardia;
  • Sonolência;
  • Confusão;
  • Coma em 10% dos casos;
  • Respiração ofegante;
  • Desidratação;
  • Pressão baixa;
  • Febre ou temperatura baixa;
  • Hálito Cetônico (parece fruta podre);
  • Dor ou sensibilidade abdominal.

Principais Causas:

  • Omissão do tratamento com insulina ou remédios; Mau funcionamento da Bomba de Insulina;
  • Doenças agudas: infecções (urinária, pulmonar, gripe), infarto do miocárdio, hemorragia digestiva, entre outras;
  • Distúrbios endócrinos: feocromocitoma, hipertireoidismo, acromegalia;
  • Drogas (corticóides, agonistas adrenérgicos, fenitoína, beta-bloqueadores, antipsicóticos, álcool, cocaína);
  • Desidratação: ingestão deficiente de água, diarreia, sauna; Ingestão excessiva de refrigerantes ou líquidos açucarados.
  • Esta é uma emergência médica e o Pronto Socorro deve ser procurado imediatamente.

Outras possíveis causas:

  • Estresse
  • Trauma físico ou emocional
  • Febre alta
  • Cirurgia
  • Infarto

Como prevenir:

  • Aplicação correta das injeções de insulina
  • Realização das medidas da glicemia capilar com o glicosímetro
  • Acompanhamento médico regular
  • Controle alimentar para evitar alimentos com alto teor de açúcar e que podem levar à cetoacidose.

Tratamento:

O tratamento da cetoacidose é hospitalar e inclui a administração de insulina, hidratação endovenosa, correção das alterações dos íons no sangue (principalmente de fosfato, sódio e potássio) e acompanhamento dos níveis de consciência.

Recomendações:

Como gripes, resfriados, diarreias, infecções urinárias e sinusites podem precipitar a cetoacidose, os portadores de diabetes devem:

  • Na vigência de processos infecciosos, medir a temperatura a cada quatro horas e, se tiver febre, tomar um copo de água a cada uma ou duas horas;
  • Não interromper a alimentação nem a aplicação de insulina;
  • Durante as crises, medir a glicemia e a cetonúria a cada quatro horas;
  • Procurar serviço de pronto-atendimento se as últimas duas glicemias estiverem maiores do que 250 mg/dl  e os últimos testes de cetonúria forem positivos.

 

A cetoacidose diabética tem cura e o seu tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível no hospital. Por isso, quando surgem os primeiros sintomas de cetoacidose diabética é importante levar o paciente ao pronto-socorro ou chamar uma ambulância, ligando o 192.

Aparelho para medir cetona

http://www.adiabeteseeu.com/2015/06/novo-aparelho-da-freestyle-mede.html

Fontes:

http://www.diabetes.org.br/publico/complicacoes/cetoacidose-diabetica

http://www.diabetes.org.br/publico/ultimas/774-cetoacidose-diabetica-e-uma-grave-emergencia-medica

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/cetoacidose-diabetica

https://drauziovarella.com.br/diabetes/cetoacidose-diabetica/

https://www.tuasaude.com/cetoacidose-diabetica/

http://primalbrasil.com.br/cetose-x-cetoacidose-qual-diferenca/