Diabetes – Aspectos Emocionais e Qualidade de Vida

Diabetes – Aspectos Emocionais e Qualidade de Vida


Entender os aspectos emocionais que fazem parte do ser humano, são para mim, fonte de estudo e muito prazer.

Há algumas semanas escrevi o artigo sobre Depressão e Diabetes, onde explicava um pouquinho sobre  essas duas doenças crônicas e de que maneira elas se relacionavam na vida da pessoa diabética.

Hoje os convido, para um tema muito importante visando  dar a continuidade do tema anterior, possibilitando a reconstrução ou ressignificação do EU. Vamos falar sobre as condições emocionais que surgem juntamente com a Diabetes.

Vocês sabiam que os aspectos emocionais podem influenciar diretamente o controle glicêmico? E, ainda agregar outras patologias crônicas à sua vida?

Dos exemplos, que mais aparecem em qualquer busca (textos, referências, programas de tv…) a monstruosa Depressão e o ignorado, mas tão usado Estresse são abordados como principais causadores de alterações no sistema metabólico, é isso mesmo, podem alterar qualquer condição orgânica. Isso se dá, pois nessas duas patologias ocorrem alterações neuroquímicas e hormonais que produzem efeitos hiperglicemiantes e acarretam distúrbios no metabolismo glicêmico.

E como diz a endocrinologista, Roberta Vilela, doença crônica atrai doença crônica (depressão, diabetes, doenças cardíacas, entre outras).

A depressão, como já abordada em texto anterior, ocorre em função das modificações de hábitos de vida, que passam a ser necessários para o controle da doença e em consequência das complicações associadas ao avanço da enfermidade. Principalmente, em casos onde há o controle irregular da taxa de glicemia.

O paciente portador de Diabetes, experimenta uma diversidade de emoções, iniciadas durante o recebimento do diagnóstico, como: CHOQUE, NEGAÇÃO, RAIVA, DEPRESSÃO, mas é na ACEITAÇÃO da doença que acontece o primeiro passo para a promoção da qualidade de vida.

Sem o tratamento adequado eleva-se os riscos e agravos à saúde (cronicidade da doença, ausência da esperança na cura, falta de recursos financeiros, ausência de apoio social e familiar e piora na qualidade de vida)

Como possibilidades de adesão ao tratamento e sua melhor adequação é muito importante que a pessoa que é portadora da DM tenha um acompanhamento multidisciplinar, ou seja, acompanhamento e orientação de médicos (endocrinologistas, ou ainda especialidades específicas, conforme a necessidade do paciente), nutricionista (onde possibilite uma visão diferenciada sobre a condição alimentar), Educador físico (mostrando a importância e a eficácia de aderir à exercícios que auxiliem o processo), Psicólogo (trabalhando o autoconhecimento, modificações dos hábitos de vida, entendimento da doença, possibilitar um olhar diferenciado aos aspectos vivenciados de forma negativa).

Um acompanhamento adequado permite uma maior educação sobre a doença, com a melhora do controle glicêmico, adesão à auto aplicação, promovendo uma melhor condição de vida e saúde.

 

Fonte:

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672013000200005