Diabetes e Gravidez

Diabetes e Gravidez


Nossa um dia sem escrever e parece que já faz muito tempo.

Uma paciente que tenho me inspirou a escrever o texto de hoje. Primeiramente por ser uma pessoa incrível, e segundo por ter em seu ventre um outro ser incrível, um bebezinho que já sabemos se tratar de uma menina.

Vendo o caminhar dessa mulher, profissional, mãe e esposa, priorizo a importância de vocês refletirem que ainda que com o diagnóstico todos são humanos e possuem características especificas que o descrevem. Sua personalidade, seu comportamento, sua relação com o mundo o define como é.

Sabe-se que a educação em diabetes é muito importante para o tratamento. Não só o paciente precisa ser educado, mas também seus familiares e as pessoas que convivem com ele, facilitando todo o processo.

Lendo um texto sobre Diabetes no site http://www.endocrino.org.br, encontrei algumas orientações para a Diabetes na gestação e acredito ser de extrema relevância compartilhar com vocês.

No caso da minha paciente, em sua primeira gestação desenvolveu Diabetes, mas ao nascer sua primeira filha a doença finalizou. Está em sua segunda gestação e logo no inicio buscou acompanhamento especializado, pois já conhecia os possíveis riscos. Encontra-se diabética, mas com uma gestação saudável e equilibrada. Mantém uma rotina regrada, prevenindo complicações para si e para seu bebê.

A gravidez determina uma serie de modificações na vida da mulher, alterações metabólicas, hormonais, comportamentais, emocionais, nossa uma avalanche de transformações. Na gestante diabética observamos os mesmos aspectos, mas aliados à eles há, uma maior preocupação e precaução, para garantir que a Diabetes não interfira na saúde da gestante e a do bebê.

Cerca de 5% das gestantes desenvolvem diabetes, o que faz com que este problema seja um dos mais comuns durante a gravidez.

Vamos observar duas situações: A mulher que não é diabética, mas desenvolve a doença no decorrer da gestação; e a mulher que está diabética e escolhe engravidar.

Nos dois casos se faz importante um acompanhamento médico anterior, para verificação da sua saúde. Não estou falando aqui, da consulta realizada somente com o ginecologista/obstetra (é muito importante!), mas um acompanhamento endocrinológico que lhe permita verificar as taxas hormonais, glicêmicas, tão importantes quanto qualquer outro exame de rotina.

Caso a mãe engravide sem um planejamento, não há motivo para se penalizar, ou entrar em pânico. O medo e ansiedade influenciam na taxa de glicemia no sangue dificultando seu controle.

Mas vale ressaltar que a Diabetes Gestacional oferece risco à mãe e ao feto. Sendo considerado gestação de alto risco.

“O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é diagnosticada, pela primeira vez, durante a gravidez. Pode atingir até 7% das grávidas, mas não impede uma gestação tranquila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento médico, durante a gestação e após o nascimento do bebê”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional. No site http://guiadobebe.uol.com.br/diabetes-gestacional/.

Vamos entender o que acontece? Durante a gestação a mãe produz o Hormônio Lactogênio Placentário (HLP) que pode prejudicar ou ainda inibir a produção da insulina materna, esse hormônio é produzido na placenta, tornando-se significativo na 25a semana de gestação, por isso do surgimento da diabetes ser mais comum no final da gravidez.

Após o parto, geralmente o diabetes desaparece, mas aumentam os riscos de em uma gestação futura apresentarem a patologia novamente e 20-40% de chance de se tornarem definitivamente diabéticas nos próximos 10 anos.

Se o diabetes foi diagnosticado na primeira metade da gestação é possível que você já tinha Diabetes antes de engravidar.

 

Fatores de Risco para o desenvolvimento da Diabetes Gestacional:

  • Obesidade
  • História familiar de diabetes
  • Baixa estatura
  • Filhos anteriores com peso acima do esperado para a idade
  • História de diabetes gestacional em outra gravidez

 

O tratamento  tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia (os grandes bebês filhos de mães diabéticas) e evitar a queda do açúcar do sangue do bebê ao nascer. À futura mamãe, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente pode ser detectado pelo aparecimento de um inchaço nas pernas (toxemia), mas que eleva os índices da eclâmpsia, aumentando o risco de mortalidade materno-fetal e parto prematuro.

 

A prática de atividade física e o apoio familiar e dos amigos, facilita o entendimento, a aceitação e um maior controle das taxa glicêmica. O acompanhamento médico orientando e avaliando os aspectos relativos a essa nova etapa. O acompanhamento psicológico, sendo possível à gestante e à família um olhar para a saúde emocional permitindo um equilíbrio psicológico, evitando por exemplo, quadros de ansiedade e pânico. Acompanhamento nutricional estabelecendo uma rotina alimentar saudável para mãe e bebê.

LEMBREM-SE A DIABETES GESTACIONAL NÃO TRANSMITE DIABETES PARA O BEBÊ!

 

Gratidão!

Marcella Sandim (www.psihumano.com)

Fonte:

http://www.fetalmed.net/o-que-e-diabetes-gestacional/

http://guiadobebe.uol.com.br/diabetes-gestacional/

http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-gestantes-com-diabetes/

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