Diabetes Emocional

Diabetes Emocional


Quem nunca escutou um amigo ou parente dizer “meu diabetes é emocional, não preciso tomar remédio, insulina e fazer dieta”. Caro amigo, se você fala isso, tenho que te informar a verdade: não existe diabetes emocional. Só existem 2 opções: ter ou não diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes:

“Diabetes mellitus não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, resultado de defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambas.”

Os tipos de diabetes são: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes gestacional e outros tipos de diabetes causado por defeitos genéticos, pancreáticos ou hormonais.

Portanto, o diabetes pode ser provocado por fatores hormonais e ambientais, ou seja, o fator emocional desequilibrado pode ser um gatilho para o surgimento da doença, mas os indivíduos precisam ter predisposição genética.

Vamos pensar um pouco. No cotidiano das grandes cidades, é comum as pessoas apresentarem estresse. Imaginem se qualquer alteração no estado emocional desencadeasse o diabetes. Se assim fosse, todos os seres humanos seriam diabéticos. Por isso, o estresse sozinho não causa diabetes. O diabetes pode surgir em pessoas que, além do emocional abalado, apresentam predisposição genética.

Quando aparece o estresse agudo, ou seja, momentâneo (como assalto, perda de um parente querido, cirurgia), o nosso corpo entende que estamos em uma situação de perigo, então ocorre a liberação de diversos hormônios, principalmente aqueles que têm ação contrária à insulina, como o cortisol e o glucagon. Esta ação serve para mobilizar energia, para que o corpo reaja ao perigo. Logo, a glicemia (açúcar no sangue) aumenta. Para quem não é diabético, depois de um certo tempo, a glicemia volta ao nível normal, porque existe insulina em quantidade suficiente para normalizar a glicemia. Já para os diabéticos, para ocorrer a normalização da glicemia (geralmente), é preciso o uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina.

Quando os indivíduos apresentam estresse crônico (é o caso de pessoas que são submetidas ao estresse de modo contínuo), aumenta-se o risco de desencadear o diabetes por várias razões. Alguns estudos demonstram que a manutenção de níveis séricos elevados de cortisol, devido ao estresse prolongado, prejudicam a função dos transportadores celulares de glicose (GLUT4), consequentemente provocando resistência à insulina.Também, provoca o aumento da gordura abdominal, pressão sanguínea, alteração no perfil lipídico e excreção de albumina na urina, fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Outra relação é que indivíduos que sofrem de estresse permanente normalmente possuem hábitos inadequados, como alimentação desequilibrada, etilismo, tabagismo e sedentarismo.

Portanto, é importante frisar que o estresse agudo (momentâneo) não provoca o diabetes. Já o estresse crônico (aquele mantido por longos períodos) pode estar associado ao desenvolvimento de diabetes, se o indivíduo apresentar predisposição genética.

Conclusão: Diabetes não é causado por si só através do desequilíbrio emocional.

Descobriu o diabetes ?

Procure ajuda de profissionais especializados para cuidar da sua saúde.

A recusa do diagnóstico só prejudica o próprio diabético.

Lembre-se: o diabetes é a doença silenciosa que mais mata no mundo!

Tenha força de vontade e aproveite para mudar hábitos inadequados.

Garanto a você que é possível ser muito feliz ao lado da Bete!

Marque seu amigo no facebook ou instagram que diz ter diabetes emocional.


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