A diferença entre ser e ter no diabetes

A diferença entre ser e ter no diabetes


Refletir sobre os aspectos que giram em torno da vida com o diabetes não é uma tarefa simples, mas a forma como encaramos esta nossa realidade pode fazer a diferença.

Como uma variação verbal pode ganhar tanta força pra coisas boas ou ruins. Por exemplo, o Ser humano cada dia mais conjuga o “Ter” como base a dar valor aquilo que materialmente pode conquistar.

Eu tenho tudo aquilo que posso comprar, mas esqueço de “Ser” tudo aquilo que simplesmente eu posso representar como pessoa, na minha família, com amigos e nos momentos inesquecíveis.

E no meio de toda essa verbalização, o ser diabético ou ter diabetes pode fazer diferença sim pra você. 

Certa vez, em uma publicação que fiz, certa pessoa de forma gentil me corrigiu, pois havia dito “Eu e a minha Bete”.

O diabetes não é meu! Eu estou com o diabetes, mas não quero carregar a “Bete” até o meu último dia de vida.

Entendo com o passar do tempo, que o diabetes não é a condição que nasci, não faz parte dos meus princípios, faz sim, parte de uma lista de responsabilidades diárias do Pablo.

O “Ser” com diabetes me remete a vitimismo, a uma pessoa “diferente”, a um problema crônico ao nascer e morrer assim, sem solução.

Ter diabetes me provoca buscar respostas, soluções e uma vida sem limitações. Aí sim. “Ser” a diferença!

Pode parecer confuso, mas acredite que aos poucos esta relação se torna mais fácil e clara. 

O principal nisso tudo é você entender qual o principal papel do diabetes em sua vida.

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