E se um dia a hipo for maior que eu?

E se um dia a hipo for maior que eu?


Hoje acordei com uma baita de uma hipoglicemia.

Apesar disso já não ser mais mistério pra mim, sempre me pergunto após um episódio disso (quem tem sabe do que relato), se um dia eu não conseguir ser maior que ela.

Sei lá, não conseguir acordar, estar sozinho, longe de algo que me faça retornar as forças ou qualquer coisa que me impossibilite de superar aquilo que faz parte do diário de bordo meu com o diabetes.

Se paro, penso sobre o assunto não é ruim, só não posso pensar em me amedrontar. O melhor é tentar evitar que ela ocorra, mas mesmo evitando ela com certeza irá acontecer novamente e por muitas outras vezes.

Ela se torna tão desafiadora, que o nosso instinto de sobrevivência faz como que esqueçamos tudo e todos ao nosso redor e por segundos pensamos em devorar tudo que olhamos pela frente. É o corpo te falando: “Ei me salve, socorro, anda, vai logo!”.

Estranho, mas ela nos causa impotência e neste instante pensamos o quão indefesos podemos estar diante da vida, correndo perigo ironicamente pela falta de faltar açúcar em nosso corpo, logo nós, tão doces.

Espero que ela nunca venha ser maior do que eu. Que ela diminua a medida que me fortaleça, mediante aos aprendizados de cada situação como essa, entre tantas outras ao lado da Bete.

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