Nunca deixem de se cuidar por Eline Silva

Nunca deixem de se cuidar por Eline Silva


“Olá !!!
Meu nome é Eline, tenho 21 anos e desde os 15 convivo com a Bete. Ela me apareceu em um momento de fragilidade emocional, ninguém da família tem, somente EU e esse somente Eu é que basicamente dá a todos ao meu redor o direito de me criticarem e me apontarem o dedo na cara, claro fico nervosa e acabo discutindo.
Em 2013 fui encontrada em coma na porta do quarto de minha mãe, onde ela saiu correndo para chamar o SAMU, pois morávamos a 1 quadra e meia de distância. Chegando ao local, ela foi avisada que eles só fazem atendimento por telefone, voltando ela ligou e por incrível que pareça eles demoraram cerca de 20 minutos para chegar a uma distância de 1 quarteirão e meio deles.
Entrando em casa, minha mãe foi de encontro a mim na porta de seu quarto e assustou pois havia saído de lá e indo parar na área de serviço entre a maquina de lavar e o cesto de roupas.  Fui encaminhada para o hospital,  proibida de entrar, pois o medico de plantão não se encontrava no recinto, pois havia ido em casa tomar banho antes de seu plantão acabar. Nesse momento eu precisava rapidamente de medicação rápida e o socorrista do SAMU virou pra minha mãe e falou: -eu tenho insulina rápida e se me autorizar eu aplico nela, pois sou medico também, se não ela não passará de 48 horas.
Assim ela autorizou e foi feito, mas a secretária do hospital falou se acontecer algo com ela é problema seu e não do hospital. Minha mãe brava aos prantos falou se depender de vocês ela morre aqui fora e pode deixar que por mim ela viverá muito e foi nesse instante que quando minha mãe olhou pra trás lá vinha ele o medico do plantão calmamente com uma coca-cola na mão ela sem pensar duas vezes começou a brigar com ele e o mesmo só deu risada.
Agora pensa em um hospital particular como o Hospital Evangélico essa irresponsabilidade. Me lembro de acordar na U.T.I sendo levantada com ajuda de enfermeiras e logo após alguém tirando sangue do meu pulso e vendo minha mãe desesperada em um canto. Quando vi isso me deu um desespero, mas não tinha forças pra falar ou fazer nada.
Fiquei 4 dias na U.T.I e em uma das visitas meu irmão mais velho veio, uma criança especial que tenho muito carinho e amor, me viu pela porta pois não era permitida a entrada dele começou a chorar e perguntar se podia me levar pra  casa porquê queria a maninha em casa, isso me corroeu por dentro, pois vi que ele precisava de mim e me amava como nunca vi ele demonstrar, chorei muito aquela tarde pensando nele e na minha mãe pois eles são a minha vida o meu tesouro a minha razão de viver.
Em uma das visitas da minha mãe dei uma crise de pânico pois precisava trocar o local de soro e chamava desesperadamente minha mãe e quando bati o olho nela pedi pelo amor de Deus que me levasse pra casa e abracei tanto ela que quase a deixei sem ar, foi nesse momento que percebi que o que é a bete e comecei a me cuidar claro depois dessa passei por mais outras U.T.I  tenho neuropatia nas pernas com 4 anos e meio de Bete, mas graças a Deus hoje não vou em hospitais estou fazendo a contagem de carboidrato e estou me saindo bem a cada dia com as glicemias boas mas claro que de 1 em cada 10 é mais alta um pouco, mas estou na esperança pois entrei com recurso para a administração da bomba de insulina.
Essa é a minha história. Nunca deixem de se cuidar.
Hoje aprendi com a lição e tenho um relacionamento com a Bete melhor, no qual minha mãe me dá incentivo e força quando eu quero relaxar… Pois viver ao lado de um tipo 1 não é fácil… Família e amigos são essenciais
Tratamento: Lantus e Humalog
Eline Silva, 21 anos 6 anos de Bete
DM1
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