Eva Saxl – A mulher que fez sua própria insulina durante a Segunda Guerra Mundial

Eva Saxl – A mulher que fez sua própria insulina durante a Segunda Guerra Mundial


Eva Saxl foi diagnosticada com diabetes tipo 1 em 1940 com a idade de 19 anos. Ao lado de seu marido, Victor, Eva foi capaz de sobreviver à Segunda Guerra Mundial, fazendo sua própria insulina.

Os riscos eram imensos, mas quando o suprimento de insulina da Eva acabou, suas opções eram praticamente nulas. Posteriormente, ela e Victor embarcaram em um caminho que seria reconhecido para sempre por esse feito.

Esta é a história de como os Saxls fizeram sua própria insulina, que não só manteve Eva viva, mas a vida de cerca de 400 pessoas.

Saindo da Tchecoslováquia

Eva e Viktor fugiram da Tchecoslováquia, que havia sido ocupada pelos nazistas, em 1940. Eles fizeram a viagem de barco através do Canal de Suez para a China, onde se estabeleceram em Xangai.

Eva tornou-se professora de inglês, enquanto Victor encontrou trabalho como engenheiro. O diagnóstico de diabetes tipo 1 de Eva, veio quando ela começou a ter um dos sintomas, que fora o de sede frequente. Uma noite, Eva não se sentindo bem, foi apresentada a insulina.

Quando as farmácias fecharam após a crescente ocupação japonesa da China, Eva perdeu qualquer acesso legal à insulina. Ela considerou a aquisição de insulina através do mercado negro, mas recusou devido a um de seus amigos morrer após a injeção de insulina contaminada obtida por meio deste mercado negro.

Depois de conseguir obter uma cópia de “Beckman’s Internal Medicine”, um livro que detalhou como o Dr. Frederick Banting e Charles Best descobriu e fizeram a insulina em 1921 (leia mais sobre a descoberta da insulina), Eva e Victor tentaram fazer uma insulina caseira

Depois de finalmente produzir uma garrafa de insulina em um pequeno laboratório emprestado por um homem chinês, os Saxls testaram a insulina em coelhos.

Entre os riscos que os Saxls enfrentaram, eram de não saber se os pâncreas estavam contaminados com bactérias e se isso poderia ser removido sem destruir a insulina. Eles também não sabiam o quão potente a insulina era e se poderia induzir a hipoglicemia.

Eventualmente, Eva testou a insulina em si mesma, e funcionou. Pouco depois, Eva e Victor começaram a trabalhar na produção de insulina suficiente para medicar todos os diabéticos que viviam com eles no gueto de Xangai, com cerca de 400 pessoas.

Clínica de Insulina

Victor imediatamente levou a garrafa de insulina para um hospital próximo, depois de trabalhar em Eva. Ele administrou a dois diabéticos perto da morte, que ambos sobreviveram.

Os Saxls passaram a criar esta insulina em uma clínica num hospital próximo, onde dariam aos pacientes 16 unidades por dia. Isso era tudo o que podiam por pessoa, mas mesmo assim, conseguia manter todos vivos.

Ao invés de pedir o pagamento, Eva pedia que as pessoas doassem dinheiro ao homem que haviam emprestado o laboratório usado para produzir a insulina.

Libertação americana

Quando os norte-americanos libertaram o gueto judeu em que Eva e Victor estavam hospedados, receberam prontamente o caso sobre a insulina e entenderam claramente como um processo que pudesse ajudar as todas as pessoas que precisassem deste tratamento.

Os Saxls então saíram da China para Nova York, onde suas conquistas os tornaram famosos. O presidente Eisenhower os convidou para a Casa Branca, um documentário de Hollywood foi feito sobre eles e Eva se tornou uma porta-voz da Associação Americana de Diabetes.

Durante um tempo em que a consciência sobre o que era o diabetes não existia, as aparições na televisão de Eva foram revolucionárias ao destacar o estigma associado ao diabetes durante os anos 40 e 50.

Após a morte de Victor em 1968, Eva mudou-se para Santiago, no Chile, para estar com seu irmão, que havia emigrado lá durante a guerra. Ela trabalhou para abastecer crianças desprivilegiadas com remédios enquanto ela estava lá.

Eva Saxl morreu em 2002 em Santiago.

A informação neste blog foi adaptada e traduzida de dLife.com e diabeteshealth.com

Crédito de imagem: dLife.com

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