Escrevendo uma nova história com o diabetes

Escrevendo uma nova história com o diabetes


Em toda escola, a cada nova turma e sala, eu geralmente me apresento e falo um pouco da minha história com a Bete.

Faço isso pela questão da informação, do zelo por eles e também se o gigante aqui der algum “tilt” de hipo, na frente delas, eles terão o entendimento sobre o que fazer. Como já aconteceu e fui prontamente socorrido pelos meus alunos.

Hoje, dirigindo ao meu plantão, lembrei de uma história que me marcou até hoje.

Depois de uma apresentação dessas sobre a Bete que faço em sala, pedi para que os alunos realizassem uma dissertação falando um pouco sobre cada um e se possível, compartilhasse uma história comigo.

Recolhida a atividade, término de aula, aproveitei o final de semana para analisar o conteúdo de cada texto desenvolvido.

Em uma delas havia uma enorme surpresa. Uma aluna, desabafava que tinha diabetes tipo 1, que nunca havia compartilhado isso com ninguém, pois até então, apenas os pais sabiam disso e que ela se sentia envergonhada, mas através da minha história, se sentia à vontade e pronta para desabafar comigo por meio daquela redação.

Infelizmente depois dessa aula, ela nunca mais retornou. Tentei contato, mas não obtive sucesso algum.

Adoraria dar um abraço apertado e agradecer pela confiança de naquele dia, ela ter quebrado o seu silêncio e iniciado a sua mudança de visão sobre o que era ter uma vida com o diabetes.

A minha história com o Eu e a Bete começou assim. Um primeiro texto, buscando alguém que pudesse dividir e entender aquele momento que me trazia agonia e dor, pois de fato não sabia o que fazer e quem procurar.

Hoje, continuo como um livro aberto, falando da minha vida, como um Homem que tem diabetes, mas que busca colaborar com aqueles que querem dividir alegrias, tristezas, sorrisos, choros e uma oportunidade para entender que é possível fazer e escrever uma nova história com a Bete.

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