Janaina, ainda é a minha mãe pâncreas

Janaina, ainda é a minha mãe pâncreas


E falar da minha mãe é lembrar de tudo que hoje sou, de tudo que ela me ensinou, de ser um Homem certo, do bem e de fazer escolhas na vida. O diabetes não foi uma escolha que fiz, mas ela, minha mãe, não sabe disso, mas me ensinou, ainda na infância, a não baixar a cabeça para os problemas e acreditar, que eu era capaz de não desistir para as barreiras que o tempo pudesse colocar na minha frente.

E hoje, registrei, sem que ela visse, o momento que observava aquele “fio” conectado ao meu corpo ao aparelho. Curioso né, um fio, um elo, assim como um dia estive ligado a ela pelo cordão umbilical.

E tão vital como isso é hoje pra mim, pude explicar cada detalhe de como funciona e como está sendo na minha vida com a Bete.

E consigo lembrar com lágrimas nos olhos suas palavras ao ver a bomba:

“Isso vai te ajudar então né?
-Sim, mãe, não tenha dúvidas disso!
El alerta quando você tá comendo demais?
-Digamos que sim mãe, ele vai apitar quando as coisas não estiverem muito boas.
Isso é uma mãe então!.”

E depois disso, ao me ver mexendo a bomba para uma refeição que realizaria ela ainda mandou: “Tá mexendo na Betinha?”. rs

Bem, não importa se você tem 10, 30, 90 anos, sua mãe sempre vai querer o seu melhor, vai querer ser seu melhor e vai te amar incondicionalmente. Vai querer ser seu pâncreas e como um dia ouvi dela, daria seu pâncreas pra não me ver com a Bete.

Um beijo para todas as mães, leoas, guerreiras e incansáveis. Deixo aqui minha pequena homenagem a maior defensora da minha vida.

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