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Minha história, diabetes e a Bete


26 anos de idade: o início e o primeiro encontro 

2013 deu início a minha história de vida com o diabetes.

Pense numa pessoa apaixonada por DOCES. Isso mesmo, aquele sujeito que trocava arroz, feijão e bife com batata frita por um bolo de chocolate com direito a recheio e cobertura.

Imagine ainda alguém que quase todos os dias fazia com uma lata de leite condensado um delicioso brigadeiro.

Nesse ano já despertava uma preocupação imensa por essas atitudes alimentares defeituosas.

Em 2 anos de casado havia engordado absurdamente e isso já causava preocupação para minha esposa, amigos e familiares.

2 Pablos - Minha história

Depois da Bete a esquerda (30kg a menos) || Sem saber da Bete a direita

Começava um processo de dieta e tentativa de reeducação alimentar.

Nesse ano, começava a apresentar alguns sintomas chatos e repetitivos. Muita sede (coisas de litros e litros d’água) e nada de saciar isso e muita vontade de urinar. A noite ocorreram de 6 a 10 vezes de ter que acordar e ir correndo ao banheiro.

Muito indisposto sempre, emagreci demais e rapidamente. Mas essa parte do emagrecimento julgava natural devido ao processo de dieta que havia iniciado.

Um belo dia, meu sogro, diabético, estranhou todos aqueles sintomas e resolveu fazer o meu primeiro teste de glicemia.

Lá estava o número chocante de 470 mg / dL

Corre para o hospital!!!!

Foi a primeira noite de amor ao lado do diabetes.

primeira noite com a Bete - Minha história

Liberado pela manhã do hospital, iniciei a minha saga em busca de respostas, do fim daquele pesadelo e de uma verdade que custava não querer acreditar.

Médico, exames e retorno ao consultório

O diagnóstico já esperado, depois de uma longa busca por informações sobre o assunto.

Porém, um resultado equivocado na época. Diabetes Tipo 2! Isso mesmo, comecei sendo o paciente apenas da famosa Metiformina.

No início até que funcionou, mas depois cadê a glicemia querendo diminuir?

descontrole - Minha história

Nada bom…

Volta o fantasma do medo e da incerteza

Um novo médico, novos exames e a espera pelo resultado de ser algo ainda mais assustador pra mim naquela época: precisar tomar insulina, furar a barriga e os dedos todos os dias e por toda minha vida.

Resultado confirmado e enfim, lá estava o Pablo iniciando o seu casamento com o diabetes Tipo 1.

E como eu reagi? Com raiva, dor e uma tristeza profunda sobre aquela descoberta.

A primeira vez que apliquei a insulina na barriga parecia uma faca. Nossa, que dramático! Pois é, eu sei, homens em sua grande maioria são assim e eu não seria diferente naquela ocasião.

Foram dias, semanas e quase 2 meses reprimidos naquilo que parecia ser um terrível pesadelo.

Um princípio de depressão que me fez quase parar de fazer todas as coisas da minha vida, da minha rotina e desistir dos meus sonhos.

Em meio ao apoio fundamental da minha esposa nesse momento, solitário em pensamentos e reflexões, resolvi escrever. 

Desabafar em palavras sempre foi algo que gostei de realizar e pensei que a minha angústia poderia nesse momento ser aliviada, escrevendo as minhas lamúrias em algum lugar.

Começou no bloco de notas como um arquivo secreto rs.

Então, resolvi criar um blog. Mas achava isso bobo demais. Achava mesmo!

Mas aí criei só para eu ter um histórico e no futuro analisar todo aquele muro de lamentações, se por ventura um dia eu conseguisse sair dele. E consegui sair!

Então, sobre o blog, chamei ele de “Agulhas da vida”. Nome estranho né? Causa medo, mas as agulhas me causavam isso! 

Primeiro Blog - Minha história

Primeiro Blog

E aí, resolvi compartilhar com aquela que em todos os dias nessa fase estava ali me incentivando e secando meu choro a não desistir, minha amada esposa.

Comecei pesquisando por outros casos e pessoas que tinham experiências positivas ao lado do diabetes.

Um dia encontrei a página do Super Diabético, onde o Gabriel compartilha os seus 30 anos do diabetes da forma que eu deveria encarar. Aí que tudo começou e de tudo isso veio a grande inspiração.

super diabetic - Minha história

facebook.com/superdiabetico

Pensei comigo se não poderia sair dessa zona fria e sem nenhuma expectativa para um acolhimento semelhante, reunindo outras pessoas com a mesma história e dividir com elas as minha experiências desse meu casamento com o diabetes.

Então surge a primeira atitude. Dar uma apelido para essa nova realidade.

Diabetes virou Bete e a minha história ganhava um nome. Eu e a Bete. 

logotipo Eu e a Bete - Minha história

Amigos foram curtindo, pessoas foram chegando, gostando e a família foi aumentando.

São mais de 2 anos de página, mais de 30 mil amigos que acompanham um canal que deixou de ser pessoal e ser tornou uma coleção de momentos, informações e auxílio para aqueles, que assim como eu, naquela época buscavam se redescobrir com a Bete.

Digo que poderiam ser 10 pessoas que já teria valido a pena o Eu e a Bete.

Ah! E hoje o que falo sobre o diabetes? Falo que foi a maior mudança da minha vida. A mudança pra melhor, pra me reinventar, me descobrir mais seguro, determinado e ser incansável em busca dos meus sonhos.

Ser persistente em mostrar para quem me segue que a Bete não limita, apenas te motiva a ser feliz e viver intensamente todos os dias da sua vida.

Eu sou Pablo Silva, tenho diabetes Tipo 1 e possa afirmar que a Bete não me limita, apenas me motiva!

aniversario 2014 02 - Minha história

Comemorando os meus 28 anos e falando da Bete!

aniversario 2014 - Minha história

arraial do cabo - Minha história

Uma das minhas paixões, viajar!

 

pedra - Minha história

Tem dias que precisamos buscar a força e manter o controle ao lado da Bete

familia2 - Minha história

Minha esposa Érica e nossa filha Mel

Diabetes Disney - Minha história

Realizando sonhos com a Bete

controle - Minha história

Uma nova realidade, controle e dedicação!