O Famoso MEDO de que?

O Famoso MEDO de que?


Essa semana estive na gravação do programa Espaço Feminino, no canal Boas Novas falando sobre um assunto muito importante que é o MEDO.

Particularmente, o medo tem sido abordado nesses últimos dias por muitos pacientes que tenho, e por pessoas do meu convívio também.

Pra quem não sabe o medo, assim como, a alegria, a raiva e a tristeza são algumas das emoções primárias do ser humano. Podemos experimentar as sensações do medo desde pequenos, mesmo que ainda não conheçamos tal significado. Ao sentirmos medo, nosso corpo reage e sinaliza com inúmeros sinais, a respiração modifica, fica mais acelerada, podemos sentir o corpo tremulo, enjoo, e tantos outros.

Conversando com a Neurocientista Glaucié Gleyds obtive algumas informações relevantes sobre essa questão.

Nos primórdios da humanidade, os “homens das cavernas” quando ficavam diante de um animal perigoso, ao se perceberem em ameaça, seu corpo produzia níveis consideráveis de adrenalina que fazia com que ele atacasse ou fugisse, para sobreviver.

Hoje, acontece a mesma descarga de adrenalina, à qualquer circunstância que possa apresentar um perigo pra nossa espécie.

Viver na Selva de Pedra tem como características pessoas cada vez mais ansiosas, sem terem tempo de olhar pras suas necessidades, e sim para as vontades do Mundo!

Você tem que isso…

Você tem que fazer aquilo…

Você não pode sentir raiva…

Medo? Que isso?! Que bobeira?!

E assim, inicio a jornada do medo no mundo dos pacientes diabéticos.

Os medos são os mais variados: medo da morte, medo de depender dos cuidados de alguém, medo do que vem pela frente, medo de não dar conta das mudanças de hábito na alimentação, medo do que os outros pensarão ao perceberem que você está aplicando insulina, medo da aprovação do outro, medo de não ser capaz de realizar alguma tarefa por estar vivendo uma doença limitante, medo de deixar de viver prazerosamente, medo de se limitar.

Ao lado do medo, temos a ansiedade que nos mostra a todo momento a expectativa do que pode acontecer, mas sempre potencializando o lado negativo, mas “E SE NÃO DER CERTO?”  ou “EU ACHO”… Essas frases abrem espaço para os pensamentos incapacitantes, e o medo se torna um limitador. Ele toma conta da sua vida, da sua rotina, e quando você percebe ele já contagiou e se espalhou ao seu redor.

Ainda que o medo pareça desagradável é importante que ele esteja presente. É importante sentirmos medo. Lembra?! Na ausência do medo, faríamos variadas atividades que colocaria em risco a nossa integridade.  Uma pessoa que não tem medo atravessaria uma rua, por exemplo, sem olhar para os lados, e o que acontece a seguir? Uma pessoa sem medo, pula do 20° andar, e o que acontece a seguir? Precisamos do medo para sobreviver!

Não fuja do medo que se tem. Uma pessoa que tem medo de falar em público, identifica que o medo não é o falar, e sim o que o outro pensa do que ela está falando, ou ainda, se o que ela está falando está sendo entendido e aceito, o medo nesse caso é da aprovação.

 

Desta forma, por maior que seja o medo, precisamos olhar pra ele, entender as sensações que ele nos causa, entender o significado desse medo na nossa vida. E viver, não deixando que ele limite suas capacidades. Não permitir que o medo controle sua vida, mas sim você mesmo se reconhecendo com medo, permita experimentar e oferecer Àà sua vida experiências novas, positivas de tentativas, de capacidade. Ainda que o individuo a se sentir limitado não seja você, e sim um amigo, um filho, um parente. Não aumente suas incertezas, ajude-o a entender e se colocar diante do medo!

E mesmo que não consiga dar conta do medo sozinho, não se permitir ter medo de pedir ajuda.

 

Até breve!

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