Todos sabem sobre a diabetes?

Todos sabem sobre a diabetes?


No último final de semana tive o imenso prazer de participar de uma ação social em um bairro aqui no Rio de Janeiro.

Fiquei responsável por realizar as aferições de glicemia e passar algumas orientações para as pessoas sobre a diabetes.

Foram em torno de 50 testes realizados, o que em pouco tempo disponível para o evento, representa um bom número e interesse pelo assunto, mas o que me causa grande preocupação foi o resultado ali encontrado.

Dos inúmeros testes efetuados, posso afirmar que mais de 80% apresentaram resultar superior ao recomendado.

Claro que levei em consideração e realizei alguns questionamentos sobre o horário da última refeição, hábitos alimentares e atividade física porém, valor ali apresentados fazem reforçar a necessidade de levantar a seguinte questão. Todos sabem sobre a diabetes?

Pelo que vi essa pergunta ainda fica no obscuro do medo, pois quase sempre todas as pessoas não sabiam muito sobre o assunto e a temida “agulhada” para teste no dedo era o principal motivo para fugir do tema.

Então frases como “Eu tenho medo de furar o dedo!” ou “Melhor não saber se tenho para não precisar fazer isso pra sempre!”, eram mais que comuns.

Me surpreendeu de forma positiva, o interesse de algumas crianças para verificar o seu açúcar e logo recebia a frase “Como muito doce!”.

Em um desses casos, recebi um jovem, beirando seus 12 anos, e o seu teste apresentou uma glicemia elevada. Conversei com ele, pedi para que levasse o resultado aos seus pais e repetisse o exame novamente.

Fiquei me questionando se ele já havia sentido algo e por isso procurou realizar o teste e também se os pais iriam acompanhar este jovem para um melhor acompanhamento médico. Espero que sim.

Outro fator a ser observado é que quase sempre essas pessoas tinham algum histórico de diabetes na família.

Sim, isso é assunto sério e definitivamente percebi que precisamos fazer muito mais.

Vejo que nós, quanto diabéticos, devemos ampliar as conversas sobre o assunto, quebrar barreiras, medos e preconceitos para que não tenhamos num futuros inúmeros casos de pessoas descobrindo uma vida ao lado da Bete de forma tão tardia.

Então, vamos nessa, pois temos muito trabalho pela frente.

Que tal começar agora e compartilhar sobre o Eu e a Bete?

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