MEU FILHO CRESCEU – E AGORA? (transferindo a responsabilidade)

MEU FILHO CRESCEU – E AGORA? (transferindo a responsabilidade)


Estava cheia de saudades de vocês, saudades em contribuir com um pouquinho do que conheço na prática do consultório e no contato com ser humano.

Separei para o texto de hoje, a difícil tarefa que mães e pais encontram, naquele exato momento em que o filho já abotoa as calças, amarra o cadarço e diz: “Tô indo ali!”

É fácil imaginar que esse filho que me refiro não tenha mais 2, 5 ou ainda, 10 anos. Este ser dotado de ideais, vivências e expectativas cresceu e iniciou o tão assustador tomar conta de si mesmo.

Ser mãe e pai, é uma escolha que inicia-se no momento em que o desejo da chegada de um bebe circunda os pensamentos e sonhos de ambos. E com esse sonho, há também a chegada da responsabilidade, da preocupação, do cuidado, atenção e afeto a serem transmitidos.

Em específico, quando a criança apresenta alguma circunstância que necessita de maior atenção, pode estar certo que haverá um responsável para auxiliar e cuidar desta criança. Neste caso, a criança possui Diabetes,  a família em sua maratona diária cuida de forma criteriosa de cada aspecto que possa proporcionar qualidade de vida, e VIDA.

Consultas médicas, nutricionais, alimentação equilibrada, atividade física, conferir os níveis glicêmicos, estar preparada com todos os instrumentos necessários quando a hipo chegar. E além disso tudo muito carinho e amor.

Pois bem, lembrem-se o pequenino cresceu e não existe fórmula mágica que faça as nossas crianças permanecerem crianças pra sempre.

Será que ele vai dar conta de tomar todos os remédios? Será que ele conferiu a glicemia? Será que ele foi ao médico? Hum… será que ele comeu os docinhos da festa?

Muitas são as inseguranças, e com isto a instabilidade emocional do responsável e do jovem.

Cada responsável com sua individualidade, abordará estas inseguranças à sua própria maneira. Assim como, cada jovem receberá esta insegurança à sua própria maneira, respeitando a sua individualidade. Como vocês indagam seus filhos? Como eles os respondem?

A questão principal que percebo constantemente nas falas desses pais, é que o filho nunca estará pronto o suficiente para tomar conta de si, mas isso envolve um aspecto muito maior, ele nunca estará pronto para ser ele próprio e ainda assumir suas escolhas e ter responsabilidade sobre elas. o que é negativo, pois encontramos diariamente pessoas nas mais variadas situações com dificuldades de entender que suas escolhas geram consequências, pois não foram instruídas para isso ou ainda não tiveram o apoio necessário.

A transferência da responsabilidade em cuidar da saúde, precisa ser um hábito praticado desde pequenininho, e caso este hábito não tenha estado presente, perceber dentro dessa relação o que falta para acreditar que eles possam dar conta sim, e em outros momentos nós (responsáveis) que temos medo de abrir mão deste cuidado, por assumir o rótulo da mãe que não cuida, do pai displicente que não amam, ou ainda, por perder o controle da situação e do filho.

Esclareço, existem outras inúmeras maneiras em demonstrar afeto. E os jovens se sentem mais felizes em perceber a confiança dos pais sobre a sua autonomia e independência.

Fica claro que em alguns casos quem não quer assumir a responsabilidade é o jovem, quanto a isto é importante a persistência ou ainda a busca de um apoio especializado para oferecer o suporte necessário de forma eficaz e saudável.

“A mãe ideal não existe, existe a mãe possível” e me permito dizer que o filho ideal não existe, existe o filho possível.

Qual papel você escolhe assumir neste momento?

O mais importante para essa transferência ocorrer de forma saudável é o responsável entender que não precisa ser perfeito, precisa ser equilibrado para cuidar, proteger, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e prover às necessidades e ao mesmo tempo dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho.

 

Até breve!

 

FONTES: http://consultoriodepsicologia.blogs.sapo.pt/73203.html

IMAGEM: http://wannashiine.blogspot.com.br/

 

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